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sexta-feira, 21 de abril de 2006

Se quiere, se mata.

A dor que eu sinto ninguem precisa sentir por mim, ninguem pode sentir por mim, ninguem sequer entende. Roubaram tudo que havia de bom em mim. Roubaram meus sonhos, minhas vontades de viver, meus planos, meu controle, minha razao.
Me disseram que era impossivel alguem roubar essas coisas de mim, mas era tudo mentira, mentiram pra mim. Alguem me deixou acreditar em tudo isso, em tudo aquilo, e depois roubou tudo; quebrou a casa inteira, arrombou as janelas, foi embora e deixou tudo em pedacos.
Minhas maos no ar, minhas maos socando, minhas maos, elas nao sabem, elas fizeram tudo por me defender, por terem vontade de te abracar, mas so poderem de empurrar. A minha boca quis o tempo todp te beijar e dizer que te amava, e so pode rir do descontrole, falar coisas que eu nem sinto.
Eu te pediria desculpas. Mas nao faco mais assim. Vou pedir desculpas pra mim mesmo por ter me deixado ser fraca, por ter me deixado ser machucada por alguem, por ter abandonado meus principios, por ter jogado fora assim minhas promessas.
Eu sentia vontade de morrer cada vez que tinha que ficar longe de voce por dois minutos que fossem, e agora sinto vontade de morrer cada vez que voce chega perto. E da ansia, e tontura, e falta de ar, e medo do que voce provoca em mim. Um dia voce fez eu acreditar que era uma garota boazinha, e ontem voce fez aparecer tudo de ruim que existe em mim e me fez acreditar que tudo isso so acaba quando um de nos acabar.
Nunca quis que terminasse.
Se quiere, se mata.

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